Sinhá
Chico Buarque Lyrics


Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá

Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Para quê me pôr no tronco
Para quê me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá

Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz

Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá

Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar

Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado

Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá

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Marcelino Barbosa

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus, nosso Senhor
Eu não olhei, Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Pra quê me por no tronco
Pra quê me aleijar
Eu juro a vosmecer que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal da Santa Cruz
iê, iê
iê, iê re
Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvorero
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na amoenda
Estava para Xerém
Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Pra quê que vosmecer meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá,
mas oro por Jesus
Pra quê…



Rafael Porsani

Quando eu nasci, eu era negro.
Quando eu cresci, eu era negro.
Quando eu vou ao sol, eu sou negro.
Quando eu estou com frio, eu sou negro.
Quando eu estou com medo, eu sou negro.
Quando eu estou doente, eu sou negro.
Quando eu morrer, eu serei negro.E você Homem Branco,
Quando você nasceu, era rosa.
Quando você cresceu, era branco.
Quando você vai ao sol, fica vermelho.
Quando você fica com frio, fica roxo.
Quando você está com medo, fica branco.
Quando você fica doente, fica verde.
Quando você morrer, ficará cinza.
Então, de nós dois, quem é mesmo o homem de cor?



Orlandex

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem

Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da Santa Cruz
Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá



Vitória Kalil

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem

Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
Com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal
Da santa cruz

Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvoredo
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda
Estava para Xerém

Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz

E assim vai se encerrar
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado
Herdeiro sarará
Do nome e do renome
De um feroz senhor de engenho
E das mandingas de um escravo
Que no engenho enfeitiçou Sinhá



Rafael Porsani

Viva Zumbi ! Viva Ganga Zumba liberte- nos pai da nossa ignorância
Prendemos reis e donos das Riquezas africanas. Nossa pobre leitura de brancos que não enxergar como somos atrasados!
Que viva os Índios que não citados.
O pai nos perdoem por sermos tão atrasados.
Cadê nosso lindo país tupinamba ?
Pinduca nosso registro pátrio !
Liberte nossos algozes dos donos de nossa vidas. Trabalhar para nos libertar
mudar nos próximos 500 anos
O nosso país



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Aniete Góes

Quando ouço esta música peço perdão pela escravidão no Brasil. Emoção pura, reflexão profunda. Amo Chico Buarque o grande tradutor dos sentimentos!

MelissaRochaJph

@Aniete Góes Concordo plenamente, se Haddad tivesse no poder não estaríamos nível tão profundo de calamidade como estamos😔

MelissaRochaJph

@Novo Mundo não vejo vantagem alguma nessas medidas que possivelmente seriam tomadas e nem foram 🤔 talvez agora você veja o prejuízo de não investir na Universidade pública, seu presidente é um genocida que já está de passagem, Lula e Dilminha fizeram muito pelo Brasil por isso sofreram golpes, mas permanecem de pé pelo povo brasileiro💚💛

Novo Mundo

@Vanderley Sabino Pois não : Reforma da Previdencia, Reforma tributaria a caminho, Privatização de 90 estatais mamando em cima do povo a caminho, maior idade 16 a caminho, mudar o codigo penal, trazer capital estrangeiro para investir no Brasil, diminuir a carga tributaria para dar estimulo a industria, profissionalizar os estudantes e dar mais prioridade a educação basica em vez da universitaria. Quer mais ?
A esquerda só pensa em Racista e LGBT.

Vanderley Sabino

@Novo Mundo sinceramente amigo, vc poderia citar 5 ações relevantes que esse governo tenha criado para melhorar nossa situação?

Novo Mundo

@Daniel Não entendi chongas

13 More Replies...

Marcelino Barbosa

Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus, nosso Senhor
Eu não olhei, Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Pra quê me por no tronco
Pra quê me aleijar
Eu juro a vosmecer que nunca vi Sinhá
Por que me faz tão mal
com olhos tão azuis
Me benzo com o sinal da Santa Cruz
iê, iê
iê, iê re
Eu só cheguei no açude
Atrás da sabiá
Olhava o arvorero
Eu não olhei Sinhá
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na amoenda
Estava para Xerém
Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Pra quê que vosmecer meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá,
mas oro por Jesus
Pra quê…

Damião Daniel di Carvalho

As histórias sombrias do Brasil vão mas sempre voltam.

Conde do Brasil

Espero que não volte

Su Parente

Hoje estão matando negros, com este governo fascista...

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