Chão De Giz
Elba Ramalho Lyrics


Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas,
Amiúde…
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão é inútil
Pois existe um Grão-Vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força
Ou de Vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Agora pego um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”

That's over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou o meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais

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Marcelo Alves

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado” que ela apenas “usava”.

Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção.

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz” (Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz).

“Há meros devaneios tolos, a me torturar” (Devaneios e lembranças da mulher torturando ele)

“Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes” ( Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais)

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes” ( Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecer as fotos para sempre) .

Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir” ( Ele tenta ficar com elas de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico).

“Há tantas violetas velhas sem um colibri” ( Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte dela – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).

“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus” (Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela).

“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro” ( Novamente ele invoca a fugacidade d amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro).

“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom” (Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?).



Kamila Ferreira

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas
Sobre um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!

Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus

Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de boy
That's over, baby!
Freud explica

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom

Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular

No mais, estou indo embora!
No mais, estou indo embora!
No mais, estou indo embora!
No mais!

Compositor: Zé Ramalho



Luiz Flávio Nascimento

A história da música é verídica.
Zé Ramalho, quando ainda era muito jovem,
conheceu uma mulher na época do carnaval e tiveram um caso.
O detalhe é que essa mulher era uma mulher mais velha do que ele e era casada com um homem da alta sociedade, riquíssimo da região.
O que era pra ser apenas uma aventura sexual, foi além disso, pelo menos para o jovem Zé, que se apaixonou perdidamente por ela. Mas ela só o queria pro sexo mesmo. Ela não iria nunca trocar o marido poderoso de riquezas
por um menino "pé rapado" que era o Zé naquela época. E quando percebeu que poderia
se envolver emocionalmente com ele, que a situação estava saindo do seu controle, ela deu aquele famoso "pé-na-bunda" no rapaz. E como eles moravam próximos, Zé resolveu ir embora, sair dali, fugir daquela mulher e tentar matar aquele sentimento dentro dele.
E essa foi a inspiração para compor essa música maravilhosa desse gênial cantor.

Chão de Giz

"Eu desço dessa solidão
Espalho coisas
Sobre um chão de giz..." Ele espalha coisas pelo chão que lembram seu
relacionamento com ela. "Chão de Giz" seria, no que ele pensava que seria
a visão dela do relacionamento, uma coisa passageira, que se apaga facilmente;

"Há meros devaneios tolos
A me torturar..." São os pensamentos dos momentos que passaram juntos;

"Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde..." Como ela era da alta sociedade, saía constantemente em jornais, revistas, etc. Ele recortava e guardava as fotos que saíam dela em diversos jornais e tals. "Amiúde" é algo
que se faz repetidas vezes, com frequência;

"Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes..." As mulheres daquele tempo jogavam em uma espécie de saco, retalhos de roupas, papéis velhos, essas coisas. Ele aqui diz que vai jogar essas fotos dos jornais no saco, como uma tentativa de esquecê-la;

"Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir..." Disparar balas de canhão quer dizer que ele jogou pesado para conquistá-la, tentou convencê-la de todas as formas a ficar com ele. E o que é o tal do "Grão-vizir"? Grão-vizir era a mais alta autoridade, depois do sultão, durante o Império Otomano, que tinha poderes para representá-lo em sua ausência. Grão-vizir no caso aqui era o marido dela;

"Há tantas violetas velhas
Sem um colibri..." Aqui, violeta velha é ela e o colibri é ele. Ele está dizendo que muitas mulheres mais velhas gostariam de estar com um homem mais novo e ela estava tendo essa oportunidade, mas estava jogando fora;

"Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus..." Aqui ele manifesta dúvida se ele acaba com tudo e tenta mesmo
esquecê-la (camisa de força), ou continua a fazer sexo com ela (camisa de vênus);

"Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro..." Aqui ele diz que o tempo que eles ficavam juntos era praticamente o tempo que durava fumar um cigarro, e ele queria muito mais do que isso;

"Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom..." Aqui ele diz que não vai querer mais beijá-la, já que ela só quer sexo por sexo mesmo;

"Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez..." Ele decidiu ir embora, mas antes fez uma última tentativa, sem sucesso;

"Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar..." Está dizendo que vai sempre estar preso a esse sentimento profundo e verdadeiro por ela;

"Meus vinte anos de boy
That's over, baby!
Freud explica..." Aqui ele toma realmente a atitude de por um fim nisso, chega, acabou tudo! Freud explica seria uma referência ao conceito de Édipo, que na mitologia grega
teve um caso com sua mãe, sem saber que era sua mãe. Como Zé Ramalho era bem mais novo que ela, então ela tinha quase que a idade pra ser sua mãe;

"Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro..." Ele diz que não quer mais só ir pra cama com ela e termina tudo;

"Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom..." É o fim.

"Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval..." É como se dissesse "agora é vida que segue, bola pra frente";

"E isso explica porque o sexo
É assunto popular..." Aqui ele diz que todo o sentimento dele foi em vão, já que só o que importava na relação era o sexo. O coração dele não tinha importância nenhuma;

"No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora, baby..." Aqui ele encerra dizendo que deixou tudo pra trás, que será melhor ir embora do que continuar sofrendo ali, que fugir dessa mulher é a decisão mais madura a ser tomada.

É isso. Grande Zé Ramalho!!!



All comments from YouTube:

Denis Moreira oficial

Arrepio quando escuto essa versao com a elba Ramalho e Zé Ramalho linda demais

Mateus Araújo

Top

Cleci Denti

Amoooo

dalva tiburcio

ELES SÃO PRIMOS ESSA MÚSICA
É LINDA!! COM OS DOIS JUNTOS
MEU DEUS!! E.... LINDOS.

Raimunda Nonata

@REGINA Santos ui ui arrepiei mesmo

REGINA Santos

Entao vc vai arrepiar mais ainda dqo souber a história dessa letra. Diz q fala de um amor nao correspondido entre ele e uma dama da alta sociedade paraibana, bem mais velha q ele. Os 2 teriam tido um caso, mas ela só queria ele para sexo. Depois de mto implorar pelo amor dela, ele reconheceu-se objeto sexual e decide mudar de cidade p esquecê-la.

7 More Replies...

Gertrudes Oliveira

quem gosta de musica boa aí em 2020 dá like

sergio vieira

Presente

Garcia de Souza

Música boa,é ótima isso faz bem aos nossos ouvidos.

Marcelo Alves

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado” que ela apenas “usava”.

Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção.

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz” (Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz).

“Há meros devaneios tolos, a me torturar” (Devaneios e lembranças da mulher torturando ele)

“Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes” ( Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais)

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes” ( Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecer as fotos para sempre) .

Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir” ( Ele tenta ficar com elas de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico).

“Há tantas violetas velhas sem um colibri” ( Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte dela – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).

“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus” (Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela).

“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro” ( Novamente ele invoca a fugacidade d amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro).

“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom” (Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?).

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