ALegre Menina
Dori Caymmi Lyrics


O que fizeste, sultão
De minha alegre menina?

Palácio real lhe dei
Um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro,
Esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos,
Vestidos de diamantes
Escravas para serví-la,
Um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha,
Ea chamei de rainha

O que fizeste, sultão
De minha alegre menina?

Só desejava a campina
Colher as flores do mato
Só desejava um espelho
De vidro prá se mirar
Só desejava do sol
Calor para bem viver
Só desejava o luar
De prata prá repousar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar

No baile real levei
A tua alegre menina
Vestida de realeza
Com princesas conversou
Com doutores praticou
Cançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro
Mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei
Rainha mais verdadeira
Entrou nos braços do rei
Rainha mais verdadeira

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Larissa Pereira Gouveia

@Marcella Nascimento
Ahhhh! Melhor notificação que o Youtube poderia me mandar, aow nessa quarentena então! ❤ E nem é só pela parte que me toca, imensamente 'gradecida' pelos lindos elogios; como também pela felicidade que é pra mim poder trocar figurinha com quem admira Dori 'igualinho' eu mesma o faço.

Eu sou apaixonada pelo vozeirão (pausa dramática, pra dizer que esse baixo barítono me deixa molinha e me recupera de qualquer ranço num dia tinhoso). Aliás, indivisíveis voz e violão de trovador, que eu sou também gamada pelo som que sai de sua "viola enluarada".

Sou "louca, alucinada e criança" rs pelo temperamento sanguíneo, bravo e desbocado, arri não renegando a marca registrada dos Caymmis. Tudo isso a crosta crocante, recoberta por litros cremosos de delicadezas insuspeitas -- daqueles raros homões viris que cumprimentam o amigo de fé com beijo no rosto e que abraça tudo e todos de felpudo peito aberto.

Enfim, sou xonada pelo homão da porra que esse Caymmi sabe ser e sabe desconstruir. O filho do meio, o chamego mor de Dona Stella, só sabe me fazer garrar de encantos e eu amo o danado do bigodudo 'sem poupar coração'.

Beijo pa tu, 'sá' menina. Obrigada pela lindeza de comentário!



Paula Priscila

O que fizeste, sultão
De minha alegre menina?

Palácio real lhe dei
Um trono de pedraria
Sapato bordado a ouro,
Esmeraldas e rubis
Ametista para os dedos,
Vestidos de diamantes
Escravas para servi-la,
Um lugar no meu dossel
E a chamei de rainha,
E a chamei de rainha

O que fizeste, sultão
De minha alegre menina?

Só desejava a campina
Colher as flores do mato
Só desejava um espelho
De vidro prá se mirar
Só desejava do sol
Calor para bem viver
Só desejava o luar
De prata prá repousar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar
Só desejava o amor
Dos homens prá bem amar

No baile real levei
A tua alegre menina
Vestida de realeza
Com princesas conversou
Com doutores praticou
Cançou a dança faceira
Bebeu o vinho mais caro
Mordeu fruta estrangeira
Entrou nos braços do rei
Rainha mais verdadeira
Entrou nos braços do rei
Rainha mais verdadeira

Jorge Amado e Dori Caymmi



Larissa Pereira Gouveia

@Felipe Chiarelli Né, não? Tem que desconhecer a personalidade de Dori pra achar que isso aí foi grosseria dele, que essa sua inflexão é de quando quer e se permite ser áspero. É porque não o conhece bravo pra chuchu, se lançando sobre alvos de de verdade, cuspindo labaredas contra toda a banalização que fizeram da cultura brasileira que ele defende com punhos cerrados.

Falar num tom naturalmente firme, surfar na sua verdade frontal, nitidamente intimida as pessoas -- isso porque a imensa maioria está acostumada com a bajulação babaca, típica dos 'chapas brancas' que precisam preencher todas os quesitos da simpatia alheia.

"Ok, ok". O brasileiro é mesmo todo trabalhado no mito da falsa cordialidade, aquela desmistificada por Sergio Buarque. Basta ver que o mesmo país que glorifica nas urnas a mais tosca representação da violência amordaçante de 1964, é o mesmo capaz de chorar se esgoelando com um hino gospel. Já dizia Ruy Guerra, em Fado Tropical, falando de nossa eterna contradição de um país que é colonia violentada e colonizador torturador ao mesmo tempo: "Mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em esganar, trucidar/ Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora".

Mas é preciso saber que, bem diferente da brutalidade tosca, existem dimensões metafóricas de violência; existe o talho sutil da violência subliminar -- e a dele é essa de se lançar abruptamente sobre tudo, mar de arrebentação chocando-se contra as pedras desprevenidas.

Dori é inteiro, não se subdivide pra angariar paixões. Pense que troço em extinção é esse fenômeno de perceber que alguém encara o mundo em sua auto-potencia máxima, sem medo de 'relar' na antipatia alheia! Não, isso não é ser grosseiro -- a grosseria é sempre carente, é aquele parrudo buscando a validação nos fracotes. A guerra de Dori é e segue sendo santa, feita de uma doação sem limites pra um país que nunca lhe foi minimamente grato.



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Alexandre Costa da Fonseca

Dori Caymmi não ofendeu o Djavan, apenas trouxe a conhecimento dos que ignoravam a Autoria de sua composição, especialmente a parceria com Jorge Amado.

Vivian Andrade

Assim como "Linha do Equador" é letra de Caetano....tem que se falar sim!!!
Amo Djavan pra sempre!

Domingos Leal

Baianidade de Caimmy e de Jorge Amado nesta Balada Clássica do nosso Português Brasileiro.

MsPicadoce

Tem mais é q falar mesmo,brasileiro tem o péssimo hábito de ignorar os autores de músicas,tais como essa por exemplo e dar crédito à outros.

Almiro Miranda Filho

.

David Trombelli

Boa Dori! Tem que falar mesmo, pois brasileiro não reconhece o trabalho dos outros.

Larissa Pereira Gouveia

[Suspiros] Como não amar tanta marra, talento, vozeirão(ahh!)... personalidade e encantos reunidos num só bigodudo? <3 Aow! Paixão da vida! Esse humor, ferino e mordaz, é o único que me enreda e merece — provoca e (re)faz. Gênio que se dessacraliza sempre! Pra ‘modi’ ir beber da brejeirice desse BRASIL, que ele cristalizou intacto nas suas canções. Sou sertaneja Gabriela, renascendo e crescendo nas férteis terras da musica brasilis... E ‘ocê’ é o meu Nacib 'violeiro', me refinando os ouvidos e olhares! Pra depois, desembestada no teu bravo corcel, me fazer retornar à minha própria essência bárbara.

Sabe aquelas crianças (tipo ele conta que foi), que só conseguem dormir se acalentadas por alguma
determinada canção ou som? Eu só me acalmo, por inteira, no momento do dia que paro pra ouvir este vozeirão de mágoa ventando em mar bravio! E este violão lâmina sanguínea, transpassando tudo e todos — percutindo com a bravura dos metais de Ogum... Ah! As belezas cortantes!

Nessa violência sã, coisa de homens Caymmi, tudo que ruge é apenas adereço condecorando um ser tão terno — capitão que cruza as desafiadoras águas de Tristão, mas é com o próprio coração-bandeira hasteado... Como pode tanta força e tanta delicadeza num só ser?

Te amo, entre inúmeros motivos: porque você é o meu Brasil/ o Brasil (outro, maior) é em você.

Larissa Pereira Gouveia

@Marcella Nascimento
Ahhhh! Melhor notificação que o Youtube poderia me mandar, aow nessa quarentena então! ❤ E nem é só pela parte que me toca, imensamente 'gradecida' pelos lindos elogios; como também pela felicidade que é pra mim poder trocar figurinha com quem admira Dori 'igualinho' eu mesma o faço.

Eu sou apaixonada pelo vozeirão (pausa dramática, pra dizer que esse baixo barítono me deixa molinha e me recupera de qualquer ranço num dia tinhoso). Aliás, indivisíveis voz e violão de trovador, que eu sou também gamada pelo som que sai de sua "viola enluarada".

Sou "louca, alucinada e criança" rs pelo temperamento sanguíneo, bravo e desbocado, arri não renegando a marca registrada dos Caymmis. Tudo isso a crosta crocante, recoberta por litros cremosos de delicadezas insuspeitas -- daqueles raros homões viris que cumprimentam o amigo de fé com beijo no rosto e que abraça tudo e todos de felpudo peito aberto.

Enfim, sou xonada pelo homão da porra que esse Caymmi sabe ser e sabe desconstruir. O filho do meio, o chamego mor de Dona Stella, só sabe me fazer garrar de encantos e eu amo o danado do bigodudo 'sem poupar coração'.

Beijo pa tu, 'sá' menina. Obrigada pela lindeza de comentário!

Marcella Nascimento

Nossa, que descrição mais linda desse ser lindo, que é Caymmi... Parabéns pra vc q o descreveu tão lindamente, de forma tão poética. Também confesso minha paixão por essa voz.. ❤

Luiz Ribas

Larissa Pereira Gouveia 😍👏🏻👏🏻👏🏻

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