JUNHO DE 94
DJONGA Lyrics


E aí, Coyote
Original GE

Tentando dar meu melhor na minha pior fase
Sabe como é, menor
Feridas se curam com o tempo, não com gaze
E quando ganhei meu dinheiro eu perdi a base
Logo eu que fiz gritos pros excluídos
Tiração pros instruídos
Chegar aqui de onde eu vim
É desafiar a lei da gravidade
Pobre morre ou é preso, nessa idade
Saudade quando era chinelin no pé
E quase nada pra te provar, camará
Minha vó falou que Deus é pai, não é padrasto
Então ele me pôs de castigo pra pensar
Fazendo famílias sorrir de norte a sul
Eu fiz minha família chorar e ficar sem norte
Nessa vida pouca coisa faz sentido
Só que ainda eu não tô pronto para a morte
Hoje eu acordei meio Renato Russo
Querendo recuperar o tempo perdido
Ela diz que ainda é cedo pra chorar
O mundo 'tá tão complicado pra esses pais e filhos
O seu herói não consegue voar
Virei a porra do vilão que vocês criaram
Cedo demais mirei as estrelas
E foi na porra da minha testa que eles miraram

Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
O menino queria ser Deus
Queria ser Deus

Antigamente enfrentar medo era fugir de bala
Hoje em dia enfrentar medo é andar de avião
Antigamente eu só queria derrubar o sistema
Hoje o sistema me paga pra cantar, irmão
Eu sou daqueles que dá o papo reto e vive torto
Assim é fácil, né?
Igual um médico fumante
Ou tipo querer descansar e continuar de pé
Outro dia abri a porta e vi o Trump bem em cima da Hillary Clinton
Traguei o Carlton e vi que não é a toa
Que a capital do mundo é Washington, não Compton
Eu só queria meu brinquedo de furar moletom
Pra acabar com esses bucha tudo
E morrer ídolo, tipo Ayrton
Não morrer cedo, tipo Ayrton
Eu 'tô um livro de Tim Maia escrito por Nelson Motta, tragédia
Fiz da minha vida um omelete de Brasil com Hamlet, tragédia

Porque o menino queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
O menino queria ser Deus

Tirei várias pessoas da depressão
Mas não consigo dar um só riso
Seu reflexo é mais cruel que a imagem de qualquer um
Disso aí morreu Narciso
Perdido por camarins em algum olhar lascivo
Pra levar ela pro quarto eu fui conciso
E agora ninguém vai chorar meu choro
Mas até quem eu não conheço quer sorrir o meu sorriso
Tive que ouvir que eu tava errado por falar pro ceis
Que seu povo me lembra Hitler
Carregam tradições escravocratas
E não aguentam ver um preto líder
Eu devolvi a autoestima pra minha gente
Isso que é ser hip-hop
Foda-se os gringo que você conhece
Diferencie trabalho de hobbie
Os irmão me ofereceram arma
Ofereci um fone
Cada um faz suas escolhas
Pra não passar fome
Pro destino ofereceram a alma
Foram sujeito homem
E quando eu penso em julgar
O silêncio me consome
É pelo Neném e o Dieguin
Pedro, eu volto pra te buscar
Esses filha da puta nunca mais vai te atirar (não)
Nunca mais vai te atirar
Eu percebi que tava tudo errado
Quando esqueci que meu primeiro som chama Corpo Fechado
E que se eu pular daqui
Eu deixo vários pai e mãe desamparado
Eu vou descer dessa marquise
Depois de tudo que eu andei seria retrocesso
Não sou o primeiro que falou verdades
Mas um dos únicos que fez sucesso

Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
O menino queria ser Deus
Queria ser Deus

E quem falou que o disco antigo é fraco
Vai tomar no cu
Acredito que seja inveja
Vai tomar no cu
Reclamam da minha boca suja
Desculpa aí
É, e vai tomar no cu de novo
E me mandaram parar de gritar, hã
É que minha voz fez a Terra tremer
Fez as mina gemer, fé
E eu fiz geral levantar as mão, igual cantor de Axé, fé
Linhas de soco acertadas que nem Popó
Dizendo verdades que nem repórter Esso teria coragem
Nós somos Pit Bull no beat
Pit Bull no beat
Eles o cão covarde
E não tem dom pra Bonnie e Clyde quem é Romeu e Julieta
Ainda que a vida seja um drama de Shakespeare
O ferro na minha cuca
O peso na minha nuca
Eu pássaro de alma, preso na arapuca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
Viver machuca
E meu cigarro já 'tá na bituca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
São lágrimas de vítimas do estigma
Estagnados pra um filha da puta viajar pra Bahamas
Ô Barrabás
Seu tapete é feito de sangue
Da mulher no mangue
Ou de um membro de gangue

Ôôôô
Ôôôô
Ôôôô
Ôôôô
Ôôôô
Ôôôô
Ôôôô

Sou anti-bala, estilo gângster
Falar demais chiclete azeda
Zé povinho é o cão, tem esses defeito
Nóis é isso, é aquilo
O quê? 'Cê não dizia?
Eu sou um problema, pra quem pensa que o rap é pra lóki
Pretos no topo, e eu falava sério
Nós somos zica
Deixa eu devolver o orgulho do gueto
E dar outro sentido pra frase tinha que ser preto

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Danielle Campos

Por: Danielle Campos (Resenha crítica)

A heresia do semideus

Incômodo. Essa é a sensação que norteia o espectador durante todo o clipe. Um homem, à cabeceira da mesa em momento de café da manhã, literalmente com a corda no pescoço, cospe suas verdades e protestos enquanto é ignorado. “Junho de 94” apresenta as angústias e contradições do jovem homem negro que conseguiu ascender no meio musical. O menino que queria ser Deus, é sentenciado à morte pelo homem branco, tal como Jesus.


Intitulada com o aniversário do artista, a obra, visivelmente de cunho pessoal, apresenta o próprio cantor como personagem principal, representando o seu eu e a população negra ligados à costumes escravocratas que permanecem no dia-a-dia da sociedade - tão tradicionais quanto o café da manhã. Apresentado em dois cenários que se contrapõem, o clipe retrata duas tradicionais famílias. Família branca, abastada em um ambiente “clean”, iluminado e de cores quentes, carregando pinturas na parede. Num outro contexto, uma família negra, de poucas posses, em uma casa com pintura descascada em tons de cinza e iluminação baixa. Em ambas o personagem à forca é invisibilizado.


O clipe abusa de signos visuais para levar metáforas ao espectador. Escolha de peças como colar de contas, vinil de hip-hop, letreiro escrito “Jah Bless” - da religião Jamaicana: Rastafari, na casa da família negra, fazendo referência ao fato de que apesar de consumirem e estarem imersos no contexto, o negro pode ser o lobo do negro¹. Pois apesar de ser à mando do patriarca da família branco-tradicional brasileira - com as costas protegidas pela bandeira do Brasil -  o personagem morre com o auxílio de um outro homem negro.


Quando parece que o denso clipe irá chegar ao fim, somos levados a um terceiro cenário que parece ser um pós-morte. Uma mulher literalmente cagando para os padrões de beleza impostos pela revista de sua leitura, enquanto o personagem principal, neste plano, está em uma condição de espera e servitude. A moça sentada ao “trono” seria o mesmo Deus da capa do álbum: uma mulher negra gorda, contestando o imaginário coletivo sobre a imagem do Todo Poderoso.


Ansiando a onipotência de Deus, o “menino” Djonga, expõe sua vivência nas músicas com um toque de rebeldia, exposta pela abordagem e linguajar usado pelo cantor. Em seus álbuns “Heresia” e “O menino que queria ser Deus” apresenta letras ácidas e traz a temática racial recorrentemente, principalmente em seus clipes, dos quais sempre é roteirista. Junho de 94 é seu mais ousado clipe, que mostra de forma tão direta e ao mesmo tempo denuncia o quão intrínseco é o racismo. Para além disso, expõe o lugar de contradição que se encontra após conseguir dinheiro e fama com suas músicas sendo apoiado pelo sistema que queria derrubar, se revelando por fim, genuinamente humano. E afinal, o que é ser Deus?



¹Vale a leitura: “Nossa Escravolândia”, de Fernando Conceição



Bruno Matos

Letra:


E aí, Coyote
Original GE
(Original GE)

Tentando dar meu melhor na minha pior fase
Sabe como é, menor
Feridas se curam com o tempo, não com gaze
E quando ganhei meu dinheiro eu perdi a base
Logo eu que fiz gritos pros excluídos
Tiração pros instruídos
Chegar aqui de onde eu vim
É desafiar a lei da gravidade
Pobre morre ou é preso, nessa idade
Saudade quando era chinelin no pé
E quase nada pra te provar, camará
Minha vó falou que Deus é pai, não é padrasto
Então ele me pôs de castigo pra pensar
Fazendo famílias sorrir de norte a sul
Eu fiz minha família chorar e ficar sem norte
Nessa vida pouca coisa faz sentido
Só que ainda eu não tô pronto para a morte
Hoje eu acordei meio Renato Russo
Querendo recuperar o tempo perdido
Ela diz que ainda é cedo pra chorar
O mundo tá tão complicado pra esses pais e filhos
O seu herói não consegue voar
Virei a porra do vilão que vocês criaram
Cedo demais, mirei as estrelas
E foi na porra da minha testa que eles miraram

Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
O menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)

Antigamente enfrentar medo era fugir de bala
Hoje em dia enfrentar medo é andar de avião
Antigamente eu só queria derrubar o sistema
Hoje o sistema me paga pra cantar, irmão
Eu sou daqueles que dá o papo reto e vive torto
Assim é fácil, né?
Igual um médico fumante
Ou tipo querer descansar e continuar de pé
Outro dia abri a porta e vi o Trump bem em cima da Hillary Clinton
Traguei o Carlton e vi que não é à toa
Que a capital do mundo é Washington, não Compton
Eu só queria meu brinquedo de furar moletom
Pra acabar com esses bucha tudo
E morrer ídolo, tipo Ayrton
Não morrer cedo, tipo Ayrton
Eu tô um livro de Tim Maia escrito por Nelson Motta, tragédia
Fiz da minha vida um omelete de Brasil com Hamlet, tragédia

Porque o menino queria ser Deus, aham
Porque o menino queria ser Deus, aham
Porque o menino queria ser Deus, aham
O menino queria ser Deus, aham

Tirei várias pessoas da depressão
Mas não consigo dar um só riso
Seu reflexo é mais cruel que a imagem de qualquer um
Disso aí morreu Narciso
Perdido por camarins em algum olhar lascivo
Pra levar ela pro quarto eu fui conciso
E agora ninguém vai chorar meu choro
Mas até quem eu não conheço quer sorrir o meu sorriso
Tive que ouvir que eu tava errado por falar pro cês
Que seu povo me lembra Hitler
Carregam tradições escravocratas
E não aguentam ver um preto líder
Eu devolvi a autoestima pra minha gente
Isso que é ser hip-hop
Foda-se os gringo que você conhece
Diferencie trabalho de hobby
Os irmão me ofereceram arma
Ofereci um fone
Cada um faz suas escolhas
Pra não passar fome
Pro destino ofereceram a alma
Foram sujeito homem
E quando eu penso em julgar
O silêncio me consome
É, pelo Neném e o Dieguin
Pedro, eu volto pra te buscar
Esses filha da puta nunca mais vai te atirar (não)
Nunca mais vai te atirar
Eu percebi que tava tudo errado
Quando esqueci que meu primeiro som chama Corpo Fechado
E que se eu pular daqui
Eu deixo vários pai e mãe desamparado
Eu vou descer dessa marquise
Depois de tudo que eu andei, seria retrocesso
Não sou o primeiro que falou verdades
Mas um dos únicos que fez sucesso

Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
Porque o menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)
O menino queria ser Deus, aham (queria ser Deus)

E quem falou que o disco antigo é fraco, vai tomar no cu
Acredito que seja inveja, vai tomar no cu
Reclamam da minha boca suja, desculpa aí
É, e vai tomar no cu de novo
E me mandaram parar de gritar, hã
É que minha voz fez a Terra tremer
Fez as mina gemer, fé
E eu fiz geral levantar as mão, igual cantor de Axé, fé
Linhas de soco acertadas que nem Popó
Dizendo verdades que nem repórter Esso teria coragem
Nós somos Pit Bull no beat, Pit Bull no beat
Eles o cão covarde
E não tem dom pra Bonnie e Clyde quem é Romeu e Julieta
Ainda que a vida seja um drama de Shakespeare
O ferro na minha cuca
O peso na minha nuca
Eu pássaro de alma, preso na arapuca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
Viver machuca
E meu cigarro já tá na bituca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
São lágrimas de vítimas do estigma
Estagnados pra um filha da puta viajar pra Bahamas
Ô Barrabás
Seu tapete é feito de sangue
Da mulher no mangue
Ou de um membro de gangue

Ô-ô-ô-ô, uô-ô
Ô-ô-ô-ô, uô-ô
Ô-ô-ô-ô, uô-ô, ô
Ô-ô-ô-ô, uô-ô
Ô-ô-ô-ô, uô-ô
Ô-ô-ô-ô, uô-ô, ô

Sou anti-bala, estilo gângster
Falar demais chiclete azeda
Zé povinho é o cão, tem esses defeito
Nóis é isso, é aquilo
O quê? Cê não dizia?
Eu sou um problema, pra quem pensa que o rap é pra lóki
Pretos no topo, e eu falava sério
Nós somos zica
Deixa eu devolver o orgulho do gueto
E dar outro sentido pra frase: Tinha que ser preto
Vem pra cá



Gabriel Victor

Tentando dar meu melhor na minha pior fase
Sabe como é, menor
Feridas se curam com o tempo, não com gaze
E quando ganhei meu dinheiro eu perdi a base
Logo eu que fiz gritos pros excluídos
Tiração pros destruídos
Chegar aqui de onde eu vim
É desafiar a lei da gravidade
Pobre morre ou é preso, nessa idade
Saudade quando era chinelin no pé
E quase nada pra te provar, camará
Minha vó falou que Deus é pai, não é padrasto
Então ele me pôs de castigo pra pensar
Fazendo famílias sorrir de norte a sul
Eu fiz minha família chorar e ficar sem norte
Nessa vida pouca coisa faz sentido
Só que ainda eu não tô pronto para a morte
Hoje eu acordei meio Renato Russo
Querendo recuperar o tempo perdido
Ela diz que ainda é cedo pra chorar
O mundo tá tão complicado pra esses pais e filhos
O seu herói não consegue voar
Virei a porra do vilão que vocês criaram
Cedo demais mirei as estrelas
E foi na porra da minha testa que eles miraram

Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
O menino queria ser Deus
Queria ser Deus

Antigamente enfrentar medo era fugir de bala
Hoje em dia enfrentar medo é andar de avião
Antigamente eu só queria derrubar o sistema
Hoje o sistema me paga pra cantar, irmão
Eu sou daqueles que dá o papo reto e vive torto
Assim é fácil, né?
Igual um médico fumante
Ou tipo querer descansar e continuar de pé
Outro dia abri a porta e vi o Trump
bem em cima da Hillary Clinton
Traguei o Carlton e vi que não é a toa
Que a capital do mundo é Washington, não Compton
Eu só queria meu brinquedo de furar moletom
Pra acabar com esses bucha tudo
E morrer ídolo, tipo Ayrton
Não morrer cedo, tipo Ayrton
Eu tô um livro de Tim Maia
escrito por Nelson Motta, tragédia
Fiz da minha vida um omelete de Brasil com Hamlet
tragédia

Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
O menino queria ser Deus
Queria ser Deus

Tirei várias pessoas da depressão
Mas não consigo dar um só riso
Seu reflexo é mais cruel que a imagem de qualquer um
Disso aí morreu Narciso
Perdido por camarins em algum olhar lascivo
Pra levar ela pro quarto eu fui conciso
E agora ninguém vai chorar meu choro
Mas até quem eu não conheço quer sorrir o meu sorriso
Tive que ouvir que eu tava errado por falar pro ceis
Que seu povo me lembra Hitler
Carregam tradições escravocratas
E não aguentam ver um preto líder
Eu devolvi a auto estima pra minha gente
Isso que é ser hip hop
Foda-se os gringo que você conhece
Diferencie trabalho de hobby
Os irmão me ofereceram arma
Ofereci um fone
Cada um faz suas escolhas
Pra não passar fome
Pro destino ofereceram a alma
Foram sujeito homem
E quando eu penso em julgar
O silêncio me consome
É pelo Neném e o Dieguin
Pedro, eu volto pra te buscar
Esses filha da puta nunca mais vai te atirar (não)
Nunca mais vai te atirar
Eu percebi que tava tudo errado
Quando esqueci
que meu primeiro som chama "Corpo Fechado"
E que se eu pular daqui
Eu deixo vários pai e mãe desamparado
Eu vou descer dessa marquise
Depois de tudo que eu andei seria retrocesso
Não sou o primeiro que falou verdades
Mas um dos únicos que fez sucesso

Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
Porque o menino queria ser Deus
Queria ser Deus
O menino queria ser Deus
Queria ser Deus

E quem falou que o disco antigo é fraco
Vai tomar no cu
Acredito que seja inveja
Vai tomar no cu
Reclamam da minha boca suja
Desculpa aí
E vai tomar no cu de novo
E me mandaram parar de gritar, hã
É que minha voz fez a Terra tremer
Fez as mina gemer, fé
E eu fiz geral levantar as mão, igual cantor de Axé, fé
Linhas de soco acertadas que nem Popó
Dizendo verdades que nem repórter Esso teria coragem
Nós somos Pit Bull no beat
Pit Bull no beat
Eles o cão covarde
Não tem dom pra Bonnie e Clyde
quem é Romeu e Julieta
Ainda que a vida seja um drama de Shakespeare
O ferro na minha cuca
O peso na minha nuca
Eu pássaro de alma, preso na arapuca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
Viver machuca
E meu cigarro já tá na bituca
Viver machuca
Talvez por isso que minha língua é uma bazuca
São lágrimas de vítimas do estigma
Estagnados pra um filha da puta viajar pra Bahamas
Ô, Barrabás
Seu tapete é feito de sangue
Da mulher no mangue
Ou de um membro de gangue
ÔÔ



Wandrey Ferreira

No clipe vemos duas famílias distintas
1°negros e pobres e a 2° brancos ricos
Vemos djonga no meio das duas isso representa que todos estão escutando ele.
Agora os objetos de cena:
Reparem no quadro que esta em um movel atras do djonga escrito
(Jah blues ventura ) o brinquedo do menino escrito jazz o carrinho de fera no início do clipe con o anuncio (hip-hop cultura de rua), Estilos de música criada por negros muito adorada por brancos.
A mesa reparem que a dos ricos são farta com muita comida, ja a pobre apenas café com leite e pão com manteiga.
A também os personagens:
O pai negro que esta nas duas cenas,
Com sua familia reparem que ele nao come pão.
Ele também esta na cena. Dos brancos ricos servindo os repare que na frase o menino queria ser deus ele é o unico que canta com djonga.
Reparem tambem no próprio djonga, que
Nos dois cenário seu figurino e diferente um do outro; na mesa com os pobres ele
Esta sem camisa usa um brinco e uma guia as duas representação de ogun.
Ja na mesa com os ricos ele usa uma camisa branca e um colar de são jorge outra representação de ogun porem embraquecida.
A corda no pescoço de djonga e referência ao próprio sucesso que ele vem tendo no final ele sobe a cadeira entre os brancos porem com um sinal o alite manda matalo.
E olhe a bandeira do Brasil
Que esta na máquina de custura da familia pobre e a mesma esta na cadeira do pai da família rica.
Ja o final do clipe que e quase uma música a parte e um desabafo
De djonga a toda crítica padronizadas.
A modelo Juju zl lendo uma revista de moda aparentemente cagando e djonga em pé ao lado dela mostrando seu corpo
Bom essa cena se explica por si só.



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Rap Box

Mensagem forte, clipe lindo. 👊🏾

F4BRICINN

ALGUÉM 2021

Diego Silva

https://youtu.be/lJvDI0174w4
Esse mano é d bh tbm , to só divulgando pq curti o som , étrap

Rafael lambao

Foi top 👊✊✊✊✊

Andre s

Caga regra demais esse jonga.
Chato pra porra

Tatiana Toledo Freitas

18 More Replies...

tayzinha paula

Não é a toa que você fez até o 7°periodo de história, largou a faculdade.
Você é um gênio, que orgulho de um menino de 25 anos de Minas gerais ter essa genialidade de querer passar a ideia/visão com pequenos detalhes.
Parabéns.

Gui

Ele só tinha trancado

KevinKG

@Cereal Filmes nu!

Jvitor Silva

@Junior Everaldo kkkkkk

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