Não Sonho Mais
Chico Buarque Lyrics


Hoje eu sonhei contigo
Tanta desdita, amor
Nem te digo
Tanto castigo
Que eu tava aflita de te contar

Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E quer sufocar

Meu amor
Vi chegando um trem de candango
Formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar

Vinha nego humilhado
Vinha morto-vivo
Vinha flagelado
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo
Pra te esfolar

Quanto mais tu corria
Mais tu ficava
Mais atolava
Mais te sujava
Amor, tu fedia
Empestava o are

Tu, que foi tão valente
Chorou pra gente
Pediu piedade
E olha que maldade
Me deu vontade
De gargalhar

Ao pé da ribanceira
Acabou-se a liça
E escarrei-te inteira
A tua carniça
E tinha justiça
Nesse escarrar

Te rasgamo a carcaça
Descemo a ripa
Viramo as tripa
Comemo os ovo
Ai, e aquele povo
Pôs-se a cantar

Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E já não tem paz

Pois eu sonhei contigo
E caí da cama
Ai, amor, não briga
Ai, não me castiga
Ai, diz que me ama
E eu não sonho mais

Lyrics © O/B/O APRA/AMCOS

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J. Van Pelt

Letra:
Hoje eu sonhei contigo,
Tanta desdita! Amor, nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar.

Foi um sonho medonho
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar.

Meu amor, vi chegando
Um trêm de candango
Formando um bando,
Mas que era um bando

De orangotango pra te pegar.

Vinha nego humilhado,
Vinha morto-vivo, vinha flagelado.
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo pra te esfolar.

Quanto mais tu corria
Mais tu ficava, mais atolava,
Mais te sujava. Amor, tu fedia,
Empesteava o ar.

Tu que foi tão valente
Chorou pra gente. Pediu piedade
E, olha que maldade,
Me deu vontade de gargalhar.

Ao pé da ribanceira acabou-se a liça
E escarrei-te inteira a tua carniça
E tinha justiça nesse escarrar.

Te "rasgamo" a carcaça
Descendo a ripa. "Viramo" as tripas,
Comendo os "ovo", ai!,
E aquele povo pôs-se a cantar.

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.

Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!



Aues2000

Publicado em 25 de mar de 2013Hoje eu sonhei contigo,
Tanta desdita, amor, nem te digo!
Tanto castigo que eu tava aflita
De te contar!

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha, e se urina toda
E quer sufocar!

Meu amor, vi chegando
Um trem de candango formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar!

Vinha nego humilhado,
Vinha morto-vivo, vinha flagelado,
De tudo que é lado vinha um bom motivo
Pra te esfolar!

Quanto mais tu corria, mais tu ficava,
Mais atolava, mais te sujava.
Amor, tu fedia!
Empesteava o ar!

Tu que foi tão valente
Chorou pra gente, pediu piedade
E olha que maldade:
Me deu vontade de gargalhar!

Ao pé da ribanceira, acabou-se a liça!
E escarrei-te inteira a tua carniça
E tinha justiça nesse escarrar!

Te 'rasgamo' a carcaça,
'Descemo a ripa, viramo as tripa,
Cumemo os ovo'. Ai!
E aquele povo pôs-se a cantar!

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes a gente sonha,
E baba na fronha e se urina toda
E já não tem paz!

Pois eu sonhei contigo e caí da cama,
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!!



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Denise dos Reis

Essa música do Chico Buarque é uma crítica duríssima a ditadura, especificamente, a Ernesto Geisel, ditador do Brasil na época. Simplesmente, genial!

J. Van Pelt

Letra:
Hoje eu sonhei contigo,
Tanta desdita! Amor, nem te digo
Tanto castigo que eu tava aflita de te contar.

Foi um sonho medonho
Desses que, às vezes, a gente sonha
E baba na fronha e se urina toda e quer sufocar.

Meu amor, vi chegando
Um trêm de candango
Formando um bando,
Mas que era um bando

De orangotango pra te pegar.

Vinha nego humilhado,
Vinha morto-vivo, vinha flagelado.
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo pra te esfolar.

Quanto mais tu corria
Mais tu ficava, mais atolava,
Mais te sujava. Amor, tu fedia,
Empesteava o ar.

Tu que foi tão valente
Chorou pra gente. Pediu piedade
E, olha que maldade,
Me deu vontade de gargalhar.

Ao pé da ribanceira acabou-se a liça
E escarrei-te inteira a tua carniça
E tinha justiça nesse escarrar.

Te "rasgamo" a carcaça
Descendo a ripa. "Viramo" as tripas,
Comendo os "ovo", ai!,
E aquele povo pôs-se a cantar.

Foi um sonho medonho,
Desses que, às vezes,
A gente sonha e baba na fronha
E se urina toda e já não tem paz.

Pois eu sonhei contigo e caí da cama.
Ai, amor, não briga! Ai, não me castiga!
Ai, diz que me ama e eu não sonho mais!

Maraisa Macedo

Demais!!

Lucas Gonzalez

Gratz

Gabriel Lavinsky

nossa senhora, q letra loca. ta faltando isso aí hje, letra inteligente inconsciente. eu acho que brasil manjava muito da palavra nessa época, dava um show em qlqer país. hje ta essa maldição de buscar ser tecnologicozão, esquecendo da raíz, que é a lingua

Antonio Gomes

Chico o maior compositor do Brasil de todos os tempos, simplesmente um gênio

André Rodrigues Rodrigues

Não tem aquela voz... - apenas razoável - mas é um gênio. Foi inteligente, igual ao Bob Dylan (outro de voz fraca): se desse sua obra pra alguém "de voz melhor" gravar , ninguém conhecia eles, e o cantor ainda "herdaria" a fama.

Alvaro Ceballos

Chico canta con el alma, con el corazón. Chico canta por todos nosotros.

MrAccipiterStriatus

República dos Assassinos é um filme de 1979, do gênero drama policial, direção e roteiro de Miguel Faria Jr. baseado no livro de Aguinaldo Silva do mesmo nome. Em 1970, os crimes do Esquadrão da Morte pelo requinte de violência provocaram uma onda de reações por todo o país. Esta é a história de Mateus Romeiro, o mais famoso dos policiais, que integrou o grupo dos Homens de Aço, uma das facções em que se dividia o esquadrão.

Zulmira Bracco

Só o Chico pra fazer tamanha inocência e crueldade juntas e ainda parecer poético! AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!

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